quinta-feira, 8 de julho de 2010

A oitava postagem


Ladrão de sonhos


Meu olhar capta três paredes mofadas e muitos objetos aparentemente inúteis, minha mente vasculha meus pensamentos em busca de um assunto trivial que preencha meu tempo ao longo da espera que vivencio. Pode-se dizer que é um horário considerável para uma família – tecnicamente falando – permanecer acordada e eu me mantenho no aguarda da vitória do cansaço deles. Meu livro me consome conforme eu o devoro com a lentidão de quem aprendeu a decifrá-lo recentemente e penso a respeito da minha escrita, não necessariamente comparando-a com a do escritor. Não mesmo.


De repente, o silêncio se instala ao longo dos cômodos como um mistério, mas eu estou certo de que ainda resta alguém à espreita de um mínimo movimento. Então, me nego a ceder à tentação de averiguar. Sempre me foi dito que a paciência é uma virtude, nunca neguei e também nem sempre quis aderi-la. Sou portador de uma temível ansiedade de viver, que em tantos impulsos ou limitações me impediu de atender a todos meus anseios.


Não me recordo de ouvir nada a respeito, entretanto, sempre acreditei na necessidade de viver para aprimorar a escrita. Talvez seja essa a razão que me levou a manter o drama em minha vida constantemente. Até me questiono se isso faz da minha escrita algo atrativo, e são tantas as questões que me abstenho com temor de encontrar uma resposta para cada uma delas. Enfim o silêncio penetra em meu pensar e ainda que ciente do erro acabo por ceder e me calo.
 ۞

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A sétima postagem

Idéia paradisíaca de um lar

Uma cidade qualquer, próxima e quase considerada interiorana, com suas ainda virgens áreas verdes e uma população em minoria se comparada com as outras vizinhas. O ar é puro e o clima faz jus ao seu país tropical. Aparentemente, um ótimo lugar para se construir um lar, não somente em razão a sua descrição atrativa, mas também sua paz anônima. 


Forma-se diante dos olhos um paraíso para uma nova família em um terreno duplo não muito próximo a centro comercial e quase distante demais da metrópole violenta que originou este vilarejo desenvolvido. Uma casa se ergue em seus tons de azul e salmão, não as cores mais atrativas, com seus poucos cômodos azulejados cercados pelas suas paredes azuis esbranquiçadas. 




Um quintal expandido pelo desmoronamento da fronteira entre o lar e o vizinho. Animais diversos vivem em sua ignorância involuntária, alimentando um amor distinto pelos moradores da grande casa.Uma vizinhança carregada de ambições e ignorância cerca as ruas paralelas, a mais bela demonstração de aceitação ou conformismo. 




O plano perfeito em um cenário quase adequado para a criação de um lar. Em vão. Esta mesma casa, que esfria constantemente em razão de suas paredes grossas, foge do plano inicial e omite seus segredos transformados gentilmente em tabus de uma geração que nasceu com a promessa de uma revolução.


 ۞


terça-feira, 6 de julho de 2010

A sexta postagem

Me foge entre os dedos meu tempo...


Silencia-se tudo do meu lado oposto da janela, a vida parece adormecida à luz do luar em um extenso cobertor de estrelas. Mas, em mim, eu sinto o pulsar ansioso do meu coração. Tento ignorá-lo, me esforço ao máximo, entretanto no fundo da minha consciência sei que ele exige uma decisão. Uma escolha cabível somente a mim, porém, que evito cogitar a possibilidade de aceitar tamanha responsabilidade. Observo ao meu redor em busca de qualquer coisa que possa  transportar tais pensamentos para longe. Nada parece infiltrar em minha mente a ponto de modificar este cenário.



Um ruído corta o silêncio repentinamente e me assusta, não como um susto aterrorizador, mas como quem desperta subitamente ao ser tocado. Busco entre a pouca luz que me é oferecida a origem do barulho. Por um momento, sou arrebatado por uma esperança de fugir de tudo o que me inquieta. Dura pouco e logo a ansiedade volta a correr pelas minhas veias em direção ao meu coração.



Esmurro a vidraça, não com a intenção de quebrá-la, mas uma demonstração do desejo de desvencilhar-me desta raiva que me consome em razão de tamanha indecisão. Não exata ausência de decisão, todavia, receio de enfrentar quaisquer consequências. Anseio por uma resolução e temo tomar uma decisão. Enquanto tento enganar a mim e ganhar tempo o sol insisti em apontar ao longo do vasto horizonte que preenche a planíce  já gasta e mórbida.




 ۞



segunda-feira, 5 de julho de 2010

A quinta postagem

Sem transparência


Nebulosa. Não há outra definição para minha mente em virtude da realidade na qual atuo meu novo personagem. Minha mão parece não mais suportar o peso de uma caneta, meus dedos contraem-se e rapidamente tornam-se avermelhados como o fruto do pecado. Tanta neblina me tenta a desistir e me entregar aos braços de um sono sem sonho. Falso descanso que me acalenta a alma desmerecidamente. Turbilhões de pensamentos voam ao meu redor constituindo um caos que não me pertence, mas me almeja com a mentira de um título: "Solução".


A paz que me possui é graciosa em sua natureza, me remete a tempos em que brincar era apenas uma brincadeira e entre uma cambalhota e outra acabava a rolar-me por um gramado qualquer, regado de sol úmido. Lembrança essa tão doce quanto as contáveis nuvens transparentes, nostálgica por si só, entretanto, portadora da escuridão de um segredo. Um crime contra uma infância, nunca uma mágoa.


Toda guerra possui seus dois opostos, cobertos de razão ou falsas  verdades. Cada um deles a apresentar suas balanças e esperanças. Sempre uma escolha entre duas, resultando em uma mágoa entre outras duas. Justo é viver e não a vida. E, ao término do próximo ciclo do ponteiro que corre, três eventos se ocasionam: uma palavra é refletida, uma direção é seguida e uma nova mágoa a ser mantida.

 ۞



domingo, 4 de julho de 2010

A quarta postagem

Minhas Deusas, minhas palavras


A simples espera de ver algo acontecer seguida da frustração de nada ocorrer. Viver ou existir. Acreditar ou apenas querer. Queixar-se, mas nunca admitir. Perguntar, omitir. Observar e descrer nos próprios olhos. Pensar e sentir ou sentir sem pensar. Entender e renegar. Lutar ou morrer, quem sabe até lutar para morrer. Imaginar, mas não enxergar. Tocar e fugir. Mentir a enganar. Partir, permanecer, modificar, correr, esconder. Chorar para sorrir.



Muitos verbos em conjunto de substantivos dispõem-se a mostrar ao mundo como é o nosso particular viver, estar embaixo da própria pele. Entretanto, não é expor a única utilidade para eles. É preciso mais que enxergar ou crer, que na essência desse conjunto reside a chave para um desencadeamento de eventos. Uma reação em cadeia há muito disposta individualmente para que seja alcançada a correta utilização dos meios dispostos. 



Minha religião é as palavras. Essas mesmas que voam ao sabor do vento originadas dos meus lábios ou as que fundem-se e emergem do contato entre a tinta e a celulose. Pois, somente a elas, partilho minhas inúmeras verdades que até a meu eu consciente foi destinado a ignorância. Vejo toda minha fé depositada em simples pedaços de papel encarregados de portar minha alma. Descrevendo e desvendando cada partícula do meu ser. E só crendo sou guiado para o caminho a mim destinado.


 ۞

sábado, 3 de julho de 2010

A terceira postagem - Especial de aniversário

2.0


Um maço de cigarro é composto por vinte unidades do produto, muitas substâncias maléficas a saúde e escolhas de vida ou morte separadas individualmente. Vinte vezes, aproximadamente, entre vinte e quatro e quarenta e oito horas, eu opto pela morte. Consciente das inúmeras conseqüências que possam acarretar o simples movimento de levar à boca um pequeno frasco cilíndrico do veneno, utilizar de um instrumento qualquer para acendê-lo e tragar. Sentindo o doce, porém amargo, gosto da menta envolto do tabaco. Sem qualquer traço de compaixão ou remorso para comigo.



Um pulmão leva cerca de vinte anos para se regenerar completamente de seqüelas adquiridas por motivos variados, atualizados constantemente de acordo com a modernidade. Um pulmão é interligado ao outro e separados pelo coração, cada um deles carregando o peso de uma década e sobrecarregando a muralha que os separa. Há - não exatos - quatro anos, um quinto de todo meu tempo, eu escolho por maltratá-los com vinte decisões mal tomadas.



Duas décadas são o suficiente para mudar completamente o curso de uma vida, da História, da existência humana... Dois passos em direção ao comum fim... Duas pessoas a notarem quão rápido o tempo passou... Dois conselhos que pulsam à espera deste mancebo que escreve: Dez anos para o preparo físico e início de sua história dependentemente, nunca os esqueça; Outros dez para começar a viver e aprender a lidar com a vida, independentemente... Não se prenda a eles.


 ۞


sexta-feira, 2 de julho de 2010

A segunda postagem

De que me vales tanto?


De toda mágica que o mundo possa me oferecer nenhuma delas seria exatamente o que eu desejo em prol do meu latente coração. E que fosse a mim concebida a magia de asas possuir ou respirar abaixo de toda água do oceano, não me bastaria. Ainda meus erros existiriam e a vulnerabilidade ao me assustar comigo mesmo manteria-se intacta não importando quão fundo eu mergulhasse ou alto eu fosse capaz de voar. Sequer esconder-me da minhas próprias verdades seria possível, temeria até mesmo a possibilidade de confrontá-las - E como temo! Pois a mim, como errante humano que sou, me é destinado vagar a cumprir minha penalidade pelo inocente desejo de existir. Desejo o qual me foge a memória tê-lo criado ou sentido, entretanto, que em mim residi e bombeia o sangue entre as veias que unem-se em meu coração. Porém, se a todos é concebido o milagre do recomeço, sabei-vós que descrendo desse dispenso-o como quem nega a própria morte, pois, não me vejo digno de repetir os mesmos penares que até aqui trouxeram-me. Resta em vão, uma última pergunta que silencia tudo o que vejo e toco: Afinal, quando deixei de ser a mim para me tornar o que sou?


 ۞

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A primeira postagem - Recomeço (2° semestre)

As vinte e quatro sombras


As vinte e quatro horas que completam um dia são - para mim - como guardiãs individuais de cada sessenta minutos. Observando cada leve pensar meu, regendo o mínimo movimento. Implacáveis como a vida ou a morte, me jogam como quem joga a uma peça partida de xadrez, irredutível e calculadamente. Dispensando toda e qualquer possibilidade de empate, crescendo o número de impasses e a ansiedade regada da incerteza do que é certo. Sempre postas a apresentar um vencedor dominando o regente perdedor sendo o prêmio nada além de novas linhas em um livro em branco descrito e escrito com lágrimas e sangue.

 ۞


São essas guardiãs presas em compactos mecanismos repletos de ponteiros que regem minha existência sem qualquer consentimento da minha parte. Presas à eternidade e condenadas a me sancionar como mais um de seus tantos  escravos, os quais em vão tentam libertá-las ou dominá-las. Guardiãs do meu sono tanto quanto do meu penar. Sem misericórdia hão de me guiar até o momento que nem a vós - e o que dirá a mim - caberá rogar pela continuidade do meu andar. Até lá, que seja o que a mim couber decidir e a vós apresentar.


domingo, 28 de fevereiro de 2010

A vigésima oitava postagem

Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril!

A vigésima sétima postagem

Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril! Retomando em Abril!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A vigésima sexta postagem

Certezinhas, oras.

Com o mínimo de vivência pode-se aderir a pequenas certezas trazidas pelas rajadas de vento da vida que serão úteis para aquecer corações quase gélidos de dor, sendo uma delas aquela que prega um possível ditado popular: Todo término é um novo recomeço. É comum negar a veracidade de frases populares, mas deve ser levado em consideração que foi exatamente este fator que as levou a tornarem-se tão frequentes entre comunidades em geral.

Crendo em tais palavras é impossível não fazer uma analogia à própria vida e destacas situações específicas que justificam tal frase. Entretanto, como qualquer tempestade antecede um dia ensolarado, os prejuízos são esperados e presentes. Infelizmente, é a partir destas perdas que defini-se um recomeço melhor qe o ciclo passado criando assim novas expectativas de um futuro-próximo imprevisível antes da chegada de um novo fim.

Mesmo cientes de que até mesmo os seres humanos são temporários, sendo este uma outra certeza, ainda é possível manter o otimismo de salvar especificamente uma coisa ou outra sem danificá-la de alguma forma, o que encoraja a valorização destas. Porém, como entrelaçada ao tempo vem a ausência de controle sobre a vida provando a inconstância do universo e que aquilo que é eterno dura poucos segundos. Mas resta a pergunta fatal: Quanto vale um segundo na vida de quem ama?

®

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A vigésima quinta postagem

Análise de Oz

Analisando a leitura de O mágico de Oz de L. Frank Baum eu pude criar interpretações diversas a respeito de seus personagens como também observações relevantes de seus destinos. Primeiramente, Dorothy é a protagonista de todo o enredo sendo uma garotinha de puro coração como é demonstrado ao longo da história pelas suas atitudes simples e ingênuas e, ao meu ver, ela representa a união. Sozinha, esta excêntrica garota é capaz de reunir um grupo com interesses distintos ensinando-os em silêncio o valor da cooperação. Ela é a única personagem que foi capaz de manter seu desejo intacto desde o início da fábula. Em seguida, pode-se citar o Espantalho que preso à idéia material de obter um cérebro, crente que isto o igualará aos seres humanos, não é capaz de notar sua tamanha inteligência e raciocínio rápido diante de dificuldades sendo facilmente enganado pelo Grande Oz, ainda que obtendo seu almejado cérebro. Outra vítima facilmente persuadida pela inteligente farsa de Oz é o Homem de Lata que, opondo-se ao seu grande companheiro Espantalho que representa a razão, porta o papel de atuar como a emoção. Desejando um coração para que possa amar, um coração generoso e puro em sua essência, capaz de relembrá-lo de suas emoções. Entretanto, esse também encontra-se de olhos vendados às suas próprias qualidades como o Espantalho e o Leão Covarde. Sendo este último ingênuo o bastante para não crer em sua grandeza natural e, sim, em um truque simples de Oz, O Terrível. 

Observando cada personagem individualmente é impossível não notar a semelhança existentre entre nós e eles! Tudo resumi-se na busca exterior por um pertence natural encontrado no interior de cada um.

®

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A vigésima quarta postagem

Dúvida...

Eu vejo muitos outros vendendo a idéia de que viver a vida intensamente é exteriorizar-se, consumir e estar em constante contato com um novo público semanalmente, confesso que por muito tempo eu apliquei esta idéia como segue as regras aplicadas em silêncio pelos seus súditos e não posso negar a alegria em vive-la, mas a partir de um relacionamento turbulento ou de seu término eu descartei tal ideal de vida buscando a interiorização do meu ser para compreender melhor minhas atitudes, comportamentos e impulsos. A complexidade encontrada jamais poderá ser descrita em consequência de sua inconstância, gerando dúvidas ainda maiores a mim e um sentimento de singularidade comparado aos demais ocasionando em uma dificuldade infundada de lidar com o mundo exterior. 

Durante minhas várias leituras a respeito de psicologia humana e filosofia eu pude tomar conhecimento dos tantos mistérios que carregamos, que nos rodeiam e os que sufocamos. Há sempre uma explanação do mundo interior e sua necessidade de equílibrio para que haja paz e conforto no exterior, entretanto, por sua aplicação ser extremamente individualista visto a complexidade própria de cada um torna-se uma tarefa pessoal e sem possíveis ajudas em caso de dúvida, salvo a ajuda profissional psicológica que pode traçar um perfil do indivíduo e auxiliá-lo indiretamente a buscar sua verdade interior. Logo, com o excesso de informação questionável, eu me pergunto constantemente: Eu estou vivendo ou apenas existindo?

®

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A vigésima terceira postagem

Toalha branca!

Sabe, existem momentos em nossas vidas que somos pressionados por todos os lados possíveis acerca de tomar uma decisão e, no calor daquele momento, concluímos que estamos certo do que queremos ou não e decidimos o caminho errado que poderá tornar-se certo ao longo das suas consequências, porém, quanto mais insistimos ou persistimos é preciso mais que coragem para assumir uma derrota e toda humildade e consciência dos danos (aparentemente) permanentes não são suficientes para render-se talvez por uma questão de orgulho, arrependimento ou simplesmente amor. Porém, é preciso fazer das lágrimas uma aceitação dos fatos e tomar uma nova decisão, a decisão do desprendimento.

É como querer manter acesa uma chama que criptou tão alto um dia e hoje quase não existe resumindo-se a pura brasa, sendo preciso que esta brasa seja apagada definitivamente para que em um futuro remoto ela seja usada como carvão para reacender tal fogueira. É difícil assumir a si mesmo que aquele calor profagado anteriormente permitiu-se morrer pelo descuido não passando de uma lembrança nostalgica guardada junto a tantas outras, ainda que não relacionadas. Como em um ringue de luta, na vida, é preciso saber jogar a toalha branca e desistir de mais uma batalha assumindo a derrota vigente.

®

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A vigésima segunda postagem

Individualismo em pauta

Para que haja a destruição completa de um determinado problema, independente de sua dimensão ou categoria, é preciso que este seja entendido desde sua origem e assim ocasionando um insight (conhecimento repentino para a solução de um problema). Baseado na atual situação que vivo eu usarei de tal tática para a resolução de uma problemática que se instalou há pouco de um ano em minha vida, provando sua eficácia ou não.

Primeiramente, apresento a definição encontrada no dicionário para a questão em pauta:

• individualismo → Posição de espírito oposta à solidariedade; egoísmo; egocentrismo. Teoria que faz prevalecer o direito individual sobre o coletivo.

Analisando atentamente o ambiente diário é possível encontrar essa posição de espírito com uma facilidade incomum. Um dos poucos condicionamentos produtivos é que não existe este que viva individualmente, ninguém é uma ilha, somos um arquipélago. No qual, eu acredito veemente ainda mais diante da atualidade mundial só posso crer que o primeiro passo para uma realidade melhor é darmos as mãos sem visar a quem. Porém, mesmo com este pensamento, um ser humano pode acabar sedendo espaço para o individualismo sem notar, porém, a independência apresentada pela tese deste é artificial como sua aplicação. Seres humanos não são descartáveis, cada um nós somos grandes vencedores portando um história incrível em nossos ombros. Entretanto, o individualismo não permite a possibilidade de tormarmos conhecimento disso, uma perda lastimável.

Agora, analisando-o propriamente eu posso afirmar que há falhas em sua teoria e, na verdade, ele não existe apenas quer existir para camuflar uma amargura adquirida a partir de experiências que ao invés de absorvidas como grandes lições foram taxadas de injustiças de um destino questionável, afinal, é mais fácil culparmos uma força universal e invisível que assumir a responsabilidade de nossas próprias atitudes. Em outras palavras, o individualismo oferece a oportunidade de sermos apenas atores coadjulvantes no palco de nossas vidas e deixar o controle desta ao acaso evitando assim responsabilidades e decisões, como também aprendizado e crescimento. Caberá apenas a nós decidir: Vale mais a pena assistir nossa vida ou assumir os riscos dela e seu controle? Ser o escritor da própria história ou se limitar a um leitor ocasional?

®

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A vigésima primeira postagem

Teoria da Co-responsabilidade

Recentemente, eu tomei conhecimento de uma teoria psicológica chamada de teoria da co-responsabilidade e ela prega o seguinte: Todos somos responsáveis pelos comportamentos e acontecimentos ao nosso redor, assim como a modificação deles. Podendo nossas atitudes e palavras não só mudarem o fluexo de nossas vidas, mas de todo e qualquer ser humano ao nosso redor em dimensões incalculáveis ou exatas, sendo ele de nosso conhecimento ou não. À primeira vista, eu desconsiderei tal teoria por considerá-la exageradamente catastrófica até que ela se demonstrou aplicada em minha vida de uma maneira trágica.

Pode-se dizer que eu não sei lidar completamente com a perda, se tenho consciência disso atualmente é fácil deduzir há quase um ano atrás como eu era, então, acabei permitindo-me assumir características alheias que não correspondem comigo em geral, são opostas ao meu modo de pensar, agir e minha visão de maturidade. Repentinamente, me encontrei completamente afundado em um veneno chamado individualismo, o que pode ter sido um choque de início. A origem desse comportamento é duvdido ainda, entretanto, enojou-me com a idéia de eu estar me igualando a pessoas assim sendo eu avesso a tais idéias.

O primeiro passo para uma mudança comportamental é assumir o erro e observar suas dimensões para, logo em seguida, encontrar uma maneira coerente de consertá-lo objetivando uma mudança nesta postura incômoda e infrutável. Particularmente, eu optei pela busca de ajuda psicológica profissional e correção tardia de possíveis mágoas  a partir da transparência, como também a modificação de pequenas atitudes que possibilitarão o desencadeamento de uma melhora em minha qualidade de vida e, em efeito dominó, daqueles que me cercam.

®

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A vigésima postagem

Oculto!

Aos olhos alheios, contaminados de amargura e tristezas diversas, podemos ser taxados de sonhadores utópicos e até mesmo desincentivados pelas suas palavras de desesperança. Entretanto, nossa morte não é dita a partir do momento que nosso coração já não mais batr forte e insistentemente ou nosso cérebro se entrega ao silêncio eterno e se aposenta sem qualquer aviso prévio e, sim, quando deixamos de sonhar. Não basta apenas viver ou existir, é preciso que haja sonhos para lembrarmos sempre diante das dificuldades ou do desconhecido aonde nossos pés estão nos guiando. Muitas vezes, teremos que vender sonhos, pois, nossos companheiros podem vir a se esquecerem do verbo mais importante de qualquer existência: sonhar. Infelizmente, até mesmo uma criança de um dia de vida já está pronta para conhecer os gélidos dedos da morte física, o que deve ser visto não como uma triste informação, mas uma motivação para aproveitarmos cada vez melhor esta oportunidade única que é o viver. Então, ainda que seus olhos se dissolvam em lágrimas, a insatisfação seja uma presença constante ou qualquer outra possível fraqueza, carregue consigo dentro do coração a certeza de que você é composto de sonhos e completamente capaz de realizá-los individualmente, faça uso do maior instrumento que há em você: seu coração. Pois o coração é o órgão mais forte existente, caso contrário, ele não seria capaz de suportar o peso de sua fé, alegrias, tristezas, o segredo da sua existência etc... Ouça o que ele tem a dizer, pois, ele é o verdadeiro portador da verdade!
  
®

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A décima nona postagem

Um veneno que mata

É preciso muito para se conscientizar de que estamos envenenados pelo sistema imposto por uma sociedade individualista que visa somente o consumo como meio de sobrevivência e ainda assim tal consciência não parece o suficiente para fugir desta realidade ou curar-se do veneno do condicionamento, é um sistema de tamanha inteligência que precaviu-se de condicionar seus súditos a pensarem que não há meio de sobrevivência fora dele. Acabamos por perder a sensibilidade natural e, consequentemente, já não paramos para admirar o que nos é oferecido de mais belo sem que precisemos pagar para obter tal oportunidade. Esquecemo-nos de notar o que nossas próprias palavras carregam inutilmente, já não lembramos mais que um dia há um tempo muito remoto alguém sacrificou a própria vida em nome dos pecados por nós cometidos e quantos de nós já não o fizeram na tentativa de acrescentar algo bom aos nossos corações. Deixamos passar abatido lições grandiosas de humildade para viver em uma ilusória grandeza material que acabará por tornar-se nosso túmulo posteriormente. Não reconhecemos a nós mesmos e vendemos ou, simplesmente, perdemos nossas identidades por tão pouco, porém, lembrem-se sempre que estiverem diante desse monstruoso sistema que nos corroe a alma: É possível comprar a beleza de uma rosa, mas jamais o perfume que ela exala naturalmente ao simples toque de uma brisa natural. 

®


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A décima oitava postagem

Sonhos de uma noite de verão

Noites quentes me remetem a verões da infância e nestas lembranças eu encontro contida uma paz alegre que não me causa nostalgia e, sim, satisfação. Não me faltou nada, seja material ou emocional, meus pais sempre estiveram muito presentes e o riso era fácil e constante. Apenas boas recordações! Então, veio a adolescência... A vida começava ali, completamente inexperiente, curioso e inocente me aventurei pelas ruas muito cedo, quis descobrir a utilidade do coração rapidamente, conquistei companheiros e amigos que me acompanhariam por tempos variados, alguns acabaria ficando para trás, me rebelei sem motivo aparente contra meus pais e me sujeitei a absurdos. Seguiu-se, então, o tempo até a juventude, com o fardo de um rebelde sem causa ainda pendurado no pescoço, conquistei meu primeiro emprego e terminei meu quinto namoro. Tudo parecia satisfatoriamente bem, levava uma vida agradável com algumas mentiras no bolso e outras tantas verdades inconvenientes na boca. Até ali, acredito que já havia uma idéia pré-estabelecida do que era amor e seus sacríficios vigentes, suas formas voláteis e complexas, sinceras em sua essência. Maus bocados foram enfrentados, nem sempre com a cabeça erguida, mas o peito aberto. Então, me vem a introdução da fase adulta, na qual, estou apto a apresentar um plano de vida profissional e um carácter ainda não cristalizado, porém, levemente avançado para o meu tempo de existência e antes mesmo que eu pense em proseguir, pisco meus olhos e me reencontro em mais uma noite de verão neste estabelecimento que tem sido meu quarto desde então. 

®



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A décima sétima postagem

Oh dúvida!

Engraçado, às vezes, eu concluo que de tanto andar sob este sol escaldante ou utilizar de sonhos para fugir da realidade minha sanidade por enfim pode ser questionada pois eu não garanto sequer o que estou vendo e interpreto apenas baseado em egoísmo, minha única certeza é o que está contido em meu coração sendo qualquer outra ferida menosprezada ao tempo, podendo seu tempo de vida variar entre uma ou duas semanas, no máximo. Há registros de casos que levaram exatas quatro semanas, mas o fim é comum a todas. Sempre resta aquela idéia inconstante de certeza do futuro próximo, como se fosse possível prever detalhadamente o dia seguinte, então, quando ocorre o fator desconhecido e imprevisível é sempre uma grande surpresa. Até lá, é preciso aguentar firme! Há momentos em que é quase possível controlar a situação por completo mesmo quando por dentro a vontade é tampar o rosto com as mãos enquanto senta-se em um lugar qualquer e chora, chamar por ajuda, uma luz ou o simples término desse inferno, é preciso demonstrar frieza ou indiferença ao mundo, apenas confiar em meus sentimentos a mim mesmo e assim garantir um certo período de paz exterior. Dizem que a vida é como uma colheita - semeie, regue, cuide, aguarde e colha - eu discordo ou talvez minha memória não consiga recordar o suficiente para que eu possa entender o que eu plantei, o que eu acho pouco provável. Talvez, esta seja a semeação... E eu me pergunto, então, o que eu estou semeando afinal?

®

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A décima sexta postagem

No seu aniversário, o presente é nosso

O sentido da palavra amizade abrange mais significados que qualquer outra possível, pois, ela está contida em todo e qualquer tipo de relacionamento de diferentes formas. Como tudo ao nosso redor, deparamo-nos com diversas amizades que diferenciam-se entre si que poderão individualmente conquistar de maneira singular um pedacinho de nós e eternizar-se em nosso coração. Entretanto, leva-se muito pouco para descobrir uma inimizade, menos ainda uma amizade e muito tempo e dedicação para torná-la inesquecível. Tudo o que conquistamos pode se perder em milésimos, prém, um verdadeiro amigo é capaz de segurar suas mãos com uma força inimaginável mesmo em meio a pior das tormentas, ainda que ele desconheça parte de sua alma e isso possa se tornar incômodo momentaneamente, ele estará ali por você. Mesmo quando sua índole é questionada e a amizade mal-vista por terceiros sem qualquer razão vísivel ou plausível, antes de dormir você ouvirá com imenso carinho os dizeres mais sinceros de um desconhecido que se tornou mais que um irmão: Eu te amo, meu amigo.

Então, neste dia que é só seu, que o sol se esconde para revelar todo seu brilho e a chuva vem para limpar suas impurezas e seu caminho, eu quero desejar-lhe o melhor aniversário que você possa receber, meu amigo e companheiro. E, mesmo que seja preciso abrir mão de algumas horas juntos possibilitando assim espaço para muita saudade e sorrisos nostalgicos, saiba que você será eternamente mais que meu melhor amigo, mas o meu irmão que eu tanto amo e admiro, Gabriel!

®

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A décima quinta postagem

Condições de existência

A vida impõe algumas contradições em nosso vive que acabam por limitar nossos pensamentos e - logo - atitudes direta ou indiretamente, sendo a principal delas a necessidade de reprimir sentimentos, ainda que indescobertos, por respeito, medo, rejeição etc... Afinal, por que um ser humano tem que chorar para estar ao lado de outro e mesmo assim não poder? Por que é preciso reprimir seus sentimentos para permanecer junto ao outro? Pode parecer injusto, mas são simples condições para que haja uma convivência satisfatória a todos lados envolvidos. Entretanto, contradiz tudo o que crescemos condicionados a crer que seja o correto. Pois, crescemos crentes que quando há amor entre duas pessoas é o suficiente para que fiquem juntas, todavia, ao longo do caminho temos que aceitar e aprender que há outros fatores tão relevantes quanto o sentimento ou até maiores. A vida impõe tal ensinamento como verdade absoluta. E, então, resta somente a dúvida à veracidade do fato, sendo este apenas um exemplo dos tantos outros existentes. Será mesmo que é preciso acatar a tais condições? Será desrespeitoso demonstrar o real sentimento àqueles que os conquistaram, independente do seu momento? A verdade será um eterno mistério ao ser humano enquanto houver tamanho condicionamento existêncial. 
®

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A décima quarta postagem

Comemorações e mais comemorações!

Hoje, dia quatorze de fevereiro de 2010 (não que haja relevância no ano), há mais de uma comemoração para alegrar o dia, não necessariamente o meu. - Na verdade, por ser um texto informal, eu deveria acrescentar minhas risadas ao lado das orações que me fizeram rir. Mas eu vou me abster disso deixando livre àqueles que realmente conhecem meu humor identifcá-las. -  Vamos listá-las, então:

• Observação relevante: A ordem não aponta a relevância, necessariamente.

★ Dia de São Cirilo e São Metódio (irmãos) - Considerados patronos da Europa pelo simples fato de terem levado o Cristianismo ortodoxo para o Leste Europeu no século IX. - Cultura religiosa, não é mesmo? Relevante para alguns, dispensável para outros.

★ Dia de São Valentim - Durante o governo do imperador Claudio II (268-270) em Roma, Valetim foi um bispo que realizava casamentos clandestinos, pois, este tipo de cerimônia fora banida pelo imperador que visava aumentar seu exército acreditando que o casamento era a problemática que impedia os jovens de se alistarem.

★ Em Portugal, Dia Nacional Doente Coronário - As doenças coronárias são as maiores causas de morte por lá, então, eles tiram o dia para conscientização. 

★ Dia da Amizade - Não é o internacional, provavelmente, o nacional de algum país não identificado. O google mente, ok?

★ Dia Internacional do Amor - Óh, graças ao Santo Valentim, já citado. Não só comemora-se o dia do amor, mas também em alguns países o dia do namorado. Utilidade: Acabar com sua auto-estima ou fazer você consumir. Um truque barato do sistema capitalista. 

★ Aniversário de Killian (de Macedo) Nylander - Sim, hoje, esta pessoa comemora 22 anos de existência, não necessariamente de vida pois não basta existir para viver e eu não posso alegar nada a respeito de sua história, afinal, faço parte desta há pouco tempo. Então, parabéns por conquistar mais um ano de existência.

Peço desculpas pela informalidade do texto e seu grau pessoal. Confesso que houve modificações em parte do seu contexto de acordo com acontecimentos futuros ou recentes, o blog está sendo atualizado tardiamente então não sei como definir. Então, essas são nossas comemorações. Além do estimado domingo de carnaval aqui no Brasil. Parabéns a todos! Sem música hoje...

®

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A décima terceira postagem

Fraqueza ou incapacidade?

Particularmente, sou portador da seguinte opinião de que definições em geral são limitações impostas, mas que podem ser utilizadas de base para a formação de uma concepção inovadora possibilitando uma mudança em escala variável na existência de um ouvinte qualquer ou até mesmo do locutor. A razão pela qual inicio apresentando minha opinião é porque a seguir disponibilizarei as definições, segundo um dicionário ortograficamente atualizado, de duas palavras que definem estados emocionais comuns em qualquer lugar, podendo existerem em um nível saudável ou maléfico. Me refiro a:

• Inveja - Desgosto, ódio ou pesar por prosperidade ou alegria de outrem;

• Ressentimento - Mágoa / Desgosto, pesar, tristeza...

A partir de tais informações, pode-se observar que ambas aceitam como sinônimos os substântivos "desgosto" e "pesar", o que poderia passar abatido visto que tais palavras referem-se a sentimentos distintos que podem encaixar-se no perfil generalizado de fraqueza humana se constatados em níveis suadáveis, que não trazem qualquer malefício ao seu portador ou às pessoas ao seu redor sendo anulado por sentimentos mais fortes, porém, se diagnosticado um aumento constantem de ambos ou um em específico gerando atitudes correspondentes só é possível crer que este encontra-se além da natural fraqueza humana e se aloja junto à incapacidade racional. Racional pois até um ser irracional é capaz de assumir riscos para conseguir o que deseja sem necessitar cobiçar o sucesso alheio, acredito eu até que se sente estimulado pela conquista do parceiro. Logo, realmente, só resta o desgosto e o pesar para tais "incapacitados" covardes.

®

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A décima segunda postagem

Limites ilimitados

Nossas limitações podem ser inúmeras, mas são ilimitadas

Ilimitadas pelas horas: Em determinado momento pode-se crer que o limite está logo adiante, porém, não nota-se que a cada minuto este é ultrapassado mesmo de cabeça baixa;

Pelo esforço que contém tais horas eternas trazendo toda força necessária para que o próximo passo seja realizado com sucesso;

Um esforço que não poderia ter outra origem se não a no sucesso, a mesma que impedi os pés de pararem e ainda que regada de lágrimas persisti e ao término desabrocha-se na flor da vitória;

E cada lágrima é necessária para limpar os olhos da alma e impossibilitar que a luz que revela o caminho seja confundida com pequenos vagalumes mal-intencionados que poderão transformar uma simples caminhada em uma odisséia;

Todavia, mesmo com os olhos limpos, é possível e quase necessário tropeçar em uma pedra ou outra, cair sobre espinhos e sangrar para lembrarmos sempre nossa identidade e nosso objetivo.

Podendo a cicatrização ser dolorosa e demorada, mas servindo de aprendizado para a valorização do sucesso, de lembrança do caminho percorrido até alcançar a superação humana sobre seus próprios limites.

®

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A décima primeira postagem

Pronome Pessoal Reto e Proíbido;

Eu é o tipo de pronome pessoal que deveria ser evitado a todo custo independente do tema abordado em qualquer um dos meus textos, ainda que o objetivo de cada um deles seja transmitir uma mensagem singular para cada possível leitor ou simplesmente treinar meu cérebro e escrita em um desafio diário e constante que é a busca de novas discussões a cada novo luar. Anteriormente, ocorria uma exploração exterior em cada texto apresentado - o que pode ser consultado nos primeiros meses do antecessor deste blog - motivo para admiração alheia e longas discussões ao longo de caminhadas, almoços e viagens de ônibus. Porém, a partir da décima nona comemoração do meu nascimento, um pequeno fato interiorizou todos possíveis textos dali em diante. Surgindo assim verbalizações complexas de sentimentos indiscutivelmente particulares seguida da exposição destes para todo e qualquer interessado, com o porém de um vocabulário calmamente escolhido possibilitando assim apenas a três pessoas uma compreensão completa do conteúdo exposto. Com o passar do tempo a interiorização tornou-se um fato concretizado e inalterável, todavia, em meio a tanta balbúrdia ocorreu o desprendimento do passado, confinamento do presente e questionamento do futuro. Tudo relatado de forma tão particular que, até mesmo aos olhos de seu escritor, os textos causam um sentimento de desgosto.

®


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A décima postagem

Fase complexa

A verdade é única quando você está naquele momento em que não tem vontade de se relacionar nem consigo mesmo e seu único desejo é ficar trancafiado em casa, de preferência em um cômodo escuro e sozinho, isso não passa porque simplesmente desejamos. Alguns estarão disposto a entender ou fingir que entendem para tentar ajudar, outros preferirão simplesmente ignorar e ainda haverá aqueles que dirão blasfemias quaisquer insinuando ofensas baratas. Independente do que digam, não mudará o quadro benéfica ou maleficamente. Resta crer que encontra-se no tempo a solução para essa fase de reflexão ou repouso, afinal, foi através de turbilhões de emoções e situações que ela surgiu, tudo repentinamente.

Não é como se você estivesse sozinho, mas você quer estar. Na sua cabeça encontra-se todas suas tarefas pendentes com a promessa de serem cumpridas ao longo do dia, o que não acontece porque bons dois terços do dia é praticamente gastos deitado na cama alternando entre realidade e subconsciente, e o restante desse dia é investido na leitura de um livro qualquer, entretenimento com algum possível download ou pensamentos avulsos que chegam enquanto o sol cobre a janela com sua luz nada bem-vinda. Idéia explicando o que está acontecendo são comuns: Depressão? Choque? Medo? Cansaço? Desânimo?  Amargura? Distemia? Tantas possibilidades e meu único interesse é em ver esse relógio correr ou parar de uma vez.

®

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A nona postagem

Resolução caótica
Tolo é aquele que não é capaz de crer em suas próprias palavras mesmo ciente que elas são como pequenos camaleões que se adaptarão a todo e qualquer ambiente a que forem submetidas e ainda assim corresponderão às idéias de seu portador - Antes chamado de criador, porém, repentinamente, deu-se conta de que não criamos as palavras elas existem por si só e independem de nós, apenas as portamos e fazemos uso delas para criar nosso próprio caos. É somente  com o uso destes ênfames conjuntos de letras que podemos trazer do mundo idealizador das idéias a vida para pedras frias, porém, infelizmente, não é possível prever as consequências de uma simples atitude como essa ee acabamos por descobrir acidentalmente que até mesmo entre o sólido gelo pode encontrar-se, adormecido que seja, um vulcão.

Destrutivo ou não, o caos é essencial para a queda de barreiras gastas pelo uso, desuso ou tempo e a partir de tantas fissuras revela-se a química da vida: É preciso haver o caos interno para gerar uma estrela. A duração do processo é estimada pelo grau grau de intensidade da problemática contida no caos, o procedimento oscila bruscamente e o seu resultado é inestimado até para desafiadores de idéias e palavras. Talvez, não mais que o suficiente, a exemplificação apresentada pode vir a servir de base para uma conclusão óbvia e indiscutível: Somos prisioneiros inocentes de uma nação mínima composta por apenas vinte e seis componentes que suprem até a mais ácida necessidade humana.

®

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A oitava postagem

Escondido sob as estrelas
A noite é como uma companheira incognita, não pode-se titulá-la como amiga ou inimiga, ela assume ambos papéis em minha vida. Enquanto estou sob a luz do sol sei que posso tranquilizar meu coração, que ele estará protegido por uma armadura que esconderá todos meus sentimentos e medos, agirá como uma máscara protegendo minhas verdades, escondendo a mim. Raios solares são refletidos como coragem e força, transmitem a imagem de quem devo ser para aqueles que recorrem a mim ou me acompanham, uma miragem necessária a mim. Porém, até mesmo o sol preciso descansar e, neste fatídico fato, esconde-se minha fraqueza. É quando a cortina de estrelas sorri que eu não preciso mais fingir, permitindo ser e demonstrar o que eu escondo tanto, revela-se minhas lágrimas, meu rosto já marcado de tantas vidas passadas, os destroços restantes do me coração que insisti em bater mesmo quando meu maior desejo é que ele pare e descanse. A noite é meu porto-seguro, onde me abrigo nas ternas trevas e choro sem vergonha de manchar a coragem que me acompanha, é quando eu posso tirar o peso da minha armadura e caminhar, tomar fôlego e sonhar um sonho que qualquer que não seja minha vida. Um sonho que me ilumine, preencha meu coração com novas esperanças. A fonte de toda minha fé e determinação. Sonho esse que desaparecerá ao primeiro raio de sol que me encontrará com facilidade, me recordando que é preciso honrar os passos do dia anterior com novos.

®

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A sétima postagem

Implosão
Manusear uma caneta pode ser uma tarefa simples para aqueles que não carregam uma mensagem reprimida no âmago da alma e é até ridicularizada quando tal mensagem emerge depois de tanto esforço, afinal, aquilo que abriga-se na essência de um ser humano é estritamente egoísta, pois, trata-se de sua verdade. Uma verdade que não pode ser exposta ou verbalizada porque foge da razão alheia e contradiz ou explica  fatos e atos. Essa é muitas vezes ignorada até mesmo pelos seus próprios portadores por ser inconveniente, difícil de lidar e encarar, sendo uma solução eficiene ignorá-la e seguir relevand, ignorando ou afetando-se pelos pré-julgamentos preominentes de possíveis feridas, mágoas, ressentimentos alheios.

Indiscutivelmente, todos cometemos esse pecado. É de nossa natureza, como uma auto-defesa que desperta de seu leve sono ao primeiro sinal de uma possível ameaça relacionada a determinado assunto que pode vir a criar um corte mínimo que seja na carapaça, invisível aos olhos materiais, do coração. Doce perdição de ser imperfeito. Nunca julgamos quando ferimos, a culpa é um privilégio para poucos e ainda que presente buscamos uma maneira eficaz de elimina-la rapidamente. Todavia, a mínima perturbação em nossa bolha de paz artificiale já implodimos para posteriormente explodir sob a possível ameaça que nos aflinje. 

Ops, acho que alguma verdade reprimida se despredeu e revelou-se...

®

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A sexta postagem

Vai entender...

Não há uma intenção clara na criação de um ser humano, além da óbvia esperança de que este atinja ou supere todas expectativas dos seus geradores - aqui eu poderia incluir a sociedade também, mas ainda estou analisando a idéia de uma possível pressão social que se diferencie do grito de guerra capitalista: Consuma! Consuma! Consuma!... Então, manterei apenas o fator já citado - porém, nem sempre estamos aptos a corresponder ou agráda-los. Não por incompetência, não em todos os casos, mas porque geralmente estamos lutando para adaptarmo-nos em um ambiente diversificado e exigente titulado de formas diferentes, que transmitem a mesma mensagem: Vida em comum.

É nesta tal de vida em comum que começa a problemática, existir é apenas a ponta do ice-berg, é preciso decidir entre tantas opções como viver, podendo mudar ao longo do tempo, aceitar e crer em ideologias de pessoas que nem viva estão ou  sequer tem conhecimento da existência de seus seguidores etc, a sociedade pode ser facilmente definida como um circo de horrores desorganizado e em chamas. O que - supostamente - deveria ser o placo de uma convivência satisfatória torna-se o cenário de uma guerra infundada, onde cada um pode contar apenas consigo mesmo e com um objetivo comum a todos: Fugir da solidão.

Solidão essa que espreita cada indivíduo diariamente aguardando por uma brecha mínima onde possa se alojar e ali reinar até que seu hospedeiro renda-se. Seja entregando a própria sanidade ou, em casos extremos e comuns, a própria vida. Chega a ser admirável como a melhor das intenções em dar a vida a alguém torna-se um presente grego, sequer abençoado pelos deuses. Pressão, diferenças, coletivismo, ceticismo, individualismo, lágrimas e sorrisos. Uma caixa de pandora moderna. Tudo incluso ao abrirmos os olhos pela primeira vez. Em contrapartida a tudo de ruim que possa vagar ao nosso redor, há experiências extraordinárias, singulares que somente com o desafio de viver aceito seriamos capazes de vivenciar. Para os mais otimistas e idealistas, vale a pena. Particularmente... Eu ainda estou tentando acreditar que sim.

®


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A quinta postagem

Corre relógio!

Eu não sei quanto tempo passei aqui parado sem me mover, sem sequer pensar em que caminho seguir e o fósforo mantém-se em minha mão direita e tal bifurcação diante de mim. O que fazer? Nada, ué. Por que faria alguma coisa se ainda tenho tempo? Verdade. Discussões íntimas e questionamentos baratos não me encarregarão de saber o que fazer, parado não hei de ficar. Me sinto melhor. Isso é fato. Devo ter adormecido entre uma lua e outra ou me perdido de tanto caminhar durante a noite. O sol brilha e tudo reluz suas cores em diversas tonalidades, não me nego a enxergar e desejo por mais... mais, mais, mais...

Minha escrita me decepciona, mas eu estou vivendo atrasado...

®

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A quarta postagem

Dois lamento não formam um laço.
 
A verdade é cruel para todos nós: Todo mundo sofre, todo mundo morre... Mas nem todos sobrevivem, nem todos lutarão! Este último é privilégio de poucos, infelizmente. Porque assumir suas fraquezas e covardias é incômodo, torna tudo ao redor difícil e limitado. Então, é preferível acreditar que o limite se aproxima e virar à esquerda e não seguir em frente porque PODE machucar um pouco mais. O campo de rosas escondendo seus espinhos afiados sob lindas flores récem-florescidas é mais atraente que aquele pequeno trecho de arame farpado, onde a dor é garantida ou não, afinal, nem todos chegaram perto o suficiente para enxergar o que ocorre ali e, os que seguiram em frente, não voltaram para dizer a verdade. Riscos, não é mesmo? 

Se eu pudesse, não mudaria meu passado para poder me garantir agora ou no futuro. Ele é parte de mim, uma parte que muito me orgulha exatamente pelo o que é: PASSADO. Quer dizer que eu passei, passou já... Independente de como tenha sido minha caminhada, de cabeça erguida ou não, significa que eu não estou mais lá. As cicatrizes permanecerão para que eu nunca o esqueça e elas não me servirão de motivos para chorar ou lamentar e, sim, me fortalecer e pensar: Pare, olhe para trás, você já passou por situações piores. Agora, observe o seu redor, você vai se deixar abater por ISSO?

Essa é MINHA linha de racíocinio, a qual tem me trazido coisas boas, a qual nem sempre é posta em prática ou é, tardiamente.

Porém... o perdão torna-se sempre meu objetivo e eu não posso me encarregar de conquistá-lo. Porque a covardia não é minha... O pouco dela que havia em mim, eu enfrentei... Todavia, teria sido mais fácil agir como todos os outros... Fugir.

®