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Um maço de cigarro é composto por vinte unidades do produto, muitas substâncias maléficas a saúde e escolhas de vida ou morte separadas individualmente. Vinte vezes, aproximadamente, entre vinte e quatro e quarenta e oito horas, eu opto pela morte. Consciente das inúmeras conseqüências que possam acarretar o simples movimento de levar à boca um pequeno frasco cilíndrico do veneno, utilizar de um instrumento qualquer para acendê-lo e tragar. Sentindo o doce, porém amargo, gosto da menta envolto do tabaco. Sem qualquer traço de compaixão ou remorso para comigo.
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Um pulmão leva cerca de vinte anos para se regenerar completamente de seqüelas adquiridas por motivos variados, atualizados constantemente de acordo com a modernidade. Um pulmão é interligado ao outro e separados pelo coração, cada um deles carregando o peso de uma década e sobrecarregando a muralha que os separa. Há - não exatos - quatro anos, um quinto de todo meu tempo, eu escolho por maltratá-los com vinte decisões mal tomadas.
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Duas décadas são o suficiente para mudar completamente o curso de uma vida, da História, da existência humana... Dois passos em direção ao comum fim... Duas pessoas a notarem quão rápido o tempo passou... Dois conselhos que pulsam à espera deste mancebo que escreve: Dez anos para o preparo físico e início de sua história dependentemente, nunca os esqueça; Outros dez para começar a viver e aprender a lidar com a vida, independentemente... Não se prenda a eles.
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1 comentários:
apropriadíssimo para um texto-de-aniversário.
simplesmente perfeito! eu realmente te mataria -e poria a culpa nos cigarros- para ter a autoria disto e viajar o mundo inteiro e ter casas enormes em cidades grandes -com muitos fumantes- apenas com o teu talento.
também eu gostaria de ver teus textos publicados algum dia.
inclusive este.
abs!
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