De que me vales tanto?
De toda mágica que o mundo possa me oferecer nenhuma delas seria exatamente o que eu desejo em prol do meu latente coração. E que fosse a mim concebida a magia de asas possuir ou respirar abaixo de toda água do oceano, não me bastaria. Ainda meus erros existiriam e a vulnerabilidade ao me assustar comigo mesmo manteria-se intacta não importando quão fundo eu mergulhasse ou alto eu fosse capaz de voar. Sequer esconder-me da minhas próprias verdades seria possível, temeria até mesmo a possibilidade de confrontá-las - E como temo! Pois a mim, como errante humano que sou, me é destinado vagar a cumprir minha penalidade pelo inocente desejo de existir. Desejo o qual me foge a memória tê-lo criado ou sentido, entretanto, que em mim residi e bombeia o sangue entre as veias que unem-se em meu coração. Porém, se a todos é concebido o milagre do recomeço, sabei-vós que descrendo desse dispenso-o como quem nega a própria morte, pois, não me vejo digno de repetir os mesmos penares que até aqui trouxeram-me. Resta em vão, uma última pergunta que silencia tudo o que vejo e toco: Afinal, quando deixei de ser a mim para me tornar o que sou?
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1 comentários:
Ainda meus erros existiriam e a vulnerabilidade ao me assustar comigo mesmo manteria-se intacta não importando quão fundo eu mergulhasse ou alto eu fosse capaz de voar.
ai que triste :'(
Afinal, quando deixei de ser a mim para me tornar o que sou?
realmente... um texto triste!
muito bem escrito!
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