Minhas Deusas, minhas palavras
A simples espera de ver algo acontecer seguida da frustração de nada ocorrer. Viver ou existir. Acreditar ou apenas querer. Queixar-se, mas nunca admitir. Perguntar, omitir. Observar e descrer nos próprios olhos. Pensar e sentir ou sentir sem pensar. Entender e renegar. Lutar ou morrer, quem sabe até lutar para morrer. Imaginar, mas não enxergar. Tocar e fugir. Mentir a enganar. Partir, permanecer, modificar, correr, esconder. Chorar para sorrir.
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Muitos verbos em conjunto de substantivos dispõem-se a mostrar ao mundo como é o nosso particular viver, estar embaixo da própria pele. Entretanto, não é expor a única utilidade para eles. É preciso mais que enxergar ou crer, que na essência desse conjunto reside a chave para um desencadeamento de eventos. Uma reação em cadeia há muito disposta individualmente para que seja alcançada a correta utilização dos meios dispostos.
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Minha religião é as palavras. Essas mesmas que voam ao sabor do vento originadas dos meus lábios ou as que fundem-se e emergem do contato entre a tinta e a celulose. Pois, somente a elas, partilho minhas inúmeras verdades que até a meu eu consciente foi destinado a ignorância. Vejo toda minha fé depositada em simples pedaços de papel encarregados de portar minha alma. Descrevendo e desvendando cada partícula do meu ser. E só crendo sou guiado para o caminho a mim destinado.
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1 comentários:
e eu não tenho palavras para descrever a minha reação em relação a este texto.
um primor!
abs
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