sábado, 6 de fevereiro de 2010

A sexta postagem

Vai entender...

Não há uma intenção clara na criação de um ser humano, além da óbvia esperança de que este atinja ou supere todas expectativas dos seus geradores - aqui eu poderia incluir a sociedade também, mas ainda estou analisando a idéia de uma possível pressão social que se diferencie do grito de guerra capitalista: Consuma! Consuma! Consuma!... Então, manterei apenas o fator já citado - porém, nem sempre estamos aptos a corresponder ou agráda-los. Não por incompetência, não em todos os casos, mas porque geralmente estamos lutando para adaptarmo-nos em um ambiente diversificado e exigente titulado de formas diferentes, que transmitem a mesma mensagem: Vida em comum.

É nesta tal de vida em comum que começa a problemática, existir é apenas a ponta do ice-berg, é preciso decidir entre tantas opções como viver, podendo mudar ao longo do tempo, aceitar e crer em ideologias de pessoas que nem viva estão ou  sequer tem conhecimento da existência de seus seguidores etc, a sociedade pode ser facilmente definida como um circo de horrores desorganizado e em chamas. O que - supostamente - deveria ser o placo de uma convivência satisfatória torna-se o cenário de uma guerra infundada, onde cada um pode contar apenas consigo mesmo e com um objetivo comum a todos: Fugir da solidão.

Solidão essa que espreita cada indivíduo diariamente aguardando por uma brecha mínima onde possa se alojar e ali reinar até que seu hospedeiro renda-se. Seja entregando a própria sanidade ou, em casos extremos e comuns, a própria vida. Chega a ser admirável como a melhor das intenções em dar a vida a alguém torna-se um presente grego, sequer abençoado pelos deuses. Pressão, diferenças, coletivismo, ceticismo, individualismo, lágrimas e sorrisos. Uma caixa de pandora moderna. Tudo incluso ao abrirmos os olhos pela primeira vez. Em contrapartida a tudo de ruim que possa vagar ao nosso redor, há experiências extraordinárias, singulares que somente com o desafio de viver aceito seriamos capazes de vivenciar. Para os mais otimistas e idealistas, vale a pena. Particularmente... Eu ainda estou tentando acreditar que sim.

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