Resolução caótica ☼
Tolo é aquele que não é capaz de crer em suas próprias palavras mesmo ciente que elas são como pequenos camaleões que se adaptarão a todo e qualquer ambiente a que forem submetidas e ainda assim corresponderão às idéias de seu portador - Antes chamado de criador, porém, repentinamente, deu-se conta de que não criamos as palavras elas existem por si só e independem de nós, apenas as portamos e fazemos uso delas para criar nosso próprio caos. É somente com o uso destes ênfames conjuntos de letras que podemos trazer do mundo idealizador das idéias a vida para pedras frias, porém, infelizmente, não é possível prever as consequências de uma simples atitude como essa ee acabamos por descobrir acidentalmente que até mesmo entre o sólido gelo pode encontrar-se, adormecido que seja, um vulcão.
Destrutivo ou não, o caos é essencial para a queda de barreiras gastas pelo uso, desuso ou tempo e a partir de tantas fissuras revela-se a química da vida: É preciso haver o caos interno para gerar uma estrela. A duração do processo é estimada pelo grau grau de intensidade da problemática contida no caos, o procedimento oscila bruscamente e o seu resultado é inestimado até para desafiadores de idéias e palavras. Talvez, não mais que o suficiente, a exemplificação apresentada pode vir a servir de base para uma conclusão óbvia e indiscutível: Somos prisioneiros inocentes de uma nação mínima composta por apenas vinte e seis componentes que suprem até a mais ácida necessidade humana.
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