sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A décima nona postagem

Um veneno que mata

É preciso muito para se conscientizar de que estamos envenenados pelo sistema imposto por uma sociedade individualista que visa somente o consumo como meio de sobrevivência e ainda assim tal consciência não parece o suficiente para fugir desta realidade ou curar-se do veneno do condicionamento, é um sistema de tamanha inteligência que precaviu-se de condicionar seus súditos a pensarem que não há meio de sobrevivência fora dele. Acabamos por perder a sensibilidade natural e, consequentemente, já não paramos para admirar o que nos é oferecido de mais belo sem que precisemos pagar para obter tal oportunidade. Esquecemo-nos de notar o que nossas próprias palavras carregam inutilmente, já não lembramos mais que um dia há um tempo muito remoto alguém sacrificou a própria vida em nome dos pecados por nós cometidos e quantos de nós já não o fizeram na tentativa de acrescentar algo bom aos nossos corações. Deixamos passar abatido lições grandiosas de humildade para viver em uma ilusória grandeza material que acabará por tornar-se nosso túmulo posteriormente. Não reconhecemos a nós mesmos e vendemos ou, simplesmente, perdemos nossas identidades por tão pouco, porém, lembrem-se sempre que estiverem diante desse monstruoso sistema que nos corroe a alma: É possível comprar a beleza de uma rosa, mas jamais o perfume que ela exala naturalmente ao simples toque de uma brisa natural. 

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