Ora, ora, ora... oras? ☼
Eu gosto do cheiro da umidade, gosto da maneira com que meu rosto umidece ao simples toque de uma lágrima, ou será apenas novas gotículas vinda desse céu que insiste em acizentar ao sol se esconder por detrás dessas nuvens escuras? Não importa, eu não olho para cima. Para quê? Não quero acreditar no que meus olhos me instigam a enxergar. Eu me sento, sim, me sento sob essa pedra já gasta pelos anos que passaram por ela e observo pequenas formigas trabalharem, buscarem alimento para sua família. Um trabalho formidável, não? Deus pensou em tudo antes mesmo de criar, haja criatividade. Ignoro o que acontece ao meu redor, novamente. Eu nunca fui assim tão fraco e, caso tenha sido, acho que nunca soube parar para sentir a sensação de simplesmente parar e sentir. Sentir que independe de mim mudar o cenário. Quero ver o cenário completo, de uma vez. Até onde vai as águas desse rio que eu ouço? É um rio? Novamente, alguma coisa úmida toca meu rosto, queria poder distinguir lágrimas de uma gota. Procuro ao meu redor uma nova distração, quem sabe um gafanhoto cor-de-neve ou uma mariposa que luta contra a luz do sol, improbabilidade. EXATO! IMPROBABILIDADE... É o que eu procuro... e rio! Não rio de água, mas risadas. Risadas extridentes, entre os dentes, sufocadas... Vindas de mim. Irônias reprimidas. O sarcamo me consumindo. Uma nova artilharia, uma armadura contra tudo ou todos... Ou será contra mim mesmo? Ah... O que importa? Olhe... Dessa vez, não é uma formiga ou uma umidade qualquer... É o sol se apagando... É noite? Não... Um eclipse? Não... A lentidão da escuridão se apoderando de uma paisagem que me pertenceu e me foi tirada... Ou eu a desertei, se é que é possível desertar uma paisagem como a minha ou qualquer outra!
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