E, observando a chuva, sentado em uma cadeira de frente à uma janela qualquer eu me sinto capaz de compreender que cada vez que uma lágrima escorreu dos meus olhos não foi de tristeza por uma perda qualquer, mas sua ausência que já me doía e eu não entendia exatamente o que era. Era saudade de um tempo que eu haveria de viver apenas quando estivesse preparado. Agora, você está aqui e tudo faz sentido, meus medos desaparecem e eu sou capaz de abrir minhas mãos para te amar sem que eu precise te prender em meu mundo, pois, você voará livremente ao meu encontro cada vez que meus braços se abrirem!
Minha insegurança perde sua força e se descontrola por não conseguir me controlar, por me ver submisso a um amor que esperou pacientemente para consumir toda minha existência e transformar raios e trovões em demonstrações naturais de uma felicidade que durará toda minha existência, o escuro um porto seguro para fugir ao teu encontro, onde serei guiado por tímidas estrelas que me dirão onde você se encontra, embaixo de um pinheiro chinês sentado em um banco natural de pedras rodeado de vagalumes que brincam com você contando cada progresso meu ao seu encontro. E, ao chegar, quero te amar como nunca foram capaz de fazer e mostrar que nosso amor caminha ao lado de cada estação do ano. Se refrescando em beijos no verão, observando a queda das folhas no outono, mas mantendo-se firme para aquecer-nos durante o inverno e florescer na primeira como a primeira flor a desabrochar!
2 comentários:
Gosto da música, gostei das palavras !
Lembro de quando eu comecei a ler o teu blogue. Você é capaz de fazer o texto mais depressivo e também o mais entusiasmado.
Abraços
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