O ser humano é regido pelas suas inseguranças, as quais são mantidas pela negação do próprio ser causando indignação não para com sua própria existência, mas a maneira como esta é. Formando assim parte da sua personalidade que gerará supostos objetivos encarregados de complementar as possíveis ausências e suprir necessidades criadas para sustentar uma realidade fictícia, inventada inicialmente para fantasiar o horizonte visto diariamente, mas que poderá transforma-lo definitivamente no oposto do esperado. Inicialmente, é possível que ainda haja um resquício de consciência das consequências posteriores à ação de assumir como "estilo de vida" a batalha de combater quaisquer necessidades que venham a surgir conforme o passar do tempo sem uma análise prévia visto que muitas delas podem ser reconhecidas facilmente como simples desejos ou criações pertinentes a inseguranças obtidas a partir de uma ausência criada, uma possível perda afetiva ou ao ócio. Tudo isso ocorre detrás de uma carapaça criada excepcionalmente para lidar com confrontos diretos protegendo assim a essência da realidade fatídica feita refém por mentiras utópicas e mantida em um cativeiro profundo e inalcançável até mesmo pelo seu criador.
Opondo-se ao perfil acima apresentado, há ainda aqueles que usam de sua própria fraqueza a melhor arma de combate contra o maior inimigo do ser humano: Ele mesmo. Buscam conhecer a si próprios melhor que qualquer outro, identificando os pontos altos e baixos para a criação de um plano de estratégia friamente calculado evitando envolvimento emocional desnecessário, o que pode tornar-se vantajoso diante de desprendimentos necessários em geral. Para estes, a realidade é vista como a argila: moldável; Mas que se concretizará em um determinado espaço de tempo indefinido. Enquanto o primeiro grupo aceita sua própria realidade para fantasia-la a seu gosto, esse outro prefere moldá-la com as próprias mãos, aceitando para si apenas o necessário requisitado anteriormente. De fato, o ser humano é comandado pelas suas inseguranças e estas são distintas e próprias de cada um, porém, o que mais nos difere é a maneira que encontramos para lidar com aquilo que nos amedronta. E, independente de qual seja a escolha para sua existência, perderá seu real valor caso você venha a julgar a opção alheia.®
2 comentários:
gostei bastante dessa sua tese, gostei mesmo. inclusive notei alguma coisa de diálogo com aquele meu último texto, mesmo que não tenha sido a intenção. gosto de pensar idealmente que o melhor seria moldar a realidade feito argila como na sua metáfora, mas isso é apenas a minha opinião (como você mesmo citou, eu posso perder a razão se julgar a escolha alheia -se bem eu pense que o mínimo de julgamento é necessário, posto que precisamos conhecer para reprovar ou incorporar).
abraços!!
obs: comentei na quinta postagem também.
Pode ser que haja mesmo um diálogo entre ambos, sendo o meu influenciado pelo seu a despertar minha opinião acerca do assunto. O julgamento que me refiro seria o verbal ou imperativo. Estar próximo do que se acha certo não é nenhum defeito.
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