quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A vigésima postagem

Uma fábula para aquecer o coração

Era um dia de verão, mas o clima estava nublado e quase frio, então, a Loucura resolveu convidar seus amigos para tomar um café em sua casa. Todos os convidados compareceram como combinado e após o café, a Loucura propôs:

- Vamos brincar de esconde-esconde?

- Esconde-esconde? O que é isso? - perguntou a Curiosidade.

- Esconde - esconde é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês se escondem. Ao terminar de contar, eu vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.

Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.

-1,2,3,... - a Loucura começou a contar.

A Pressa escondeu-se primeiro, num lugar qualquer. A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder. A Inveja acompanhou o Triunfo e se escondeu perto dele de baixo de uma pedra. A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam se escondendo. O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava nonoventa e nove.

- CEM! - gritou a Loucura - Vou começar a procurar! 

A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não agüentava mais querendo saber quem seria o próximo a contar. Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor se esconder. E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez... Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:

- Onde está o Amor?

Ninguém o tinha visto... A Loucura começou a procurá-lo. Procurou em cima da montanha, nos rios, de baixo das pedras e nada do Amor aparecer... Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos quando, de repente, ouviu um grito. Era o Amor, gritando por ter furado o olho com um espinho! A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo para sempre. O Amor aceitou suas desculpas... Hoje, o Amor é cego e a Loucura o acompanha aonde ele for.



A fábula acima não me pertence, foi copiada e editada por mim. Gostei muito, por isso estou postando. Desde pequeno, tenho contato com todos os tipos de fábulas existentes, algumas explicando a criação do mundo e outras dos sentimentos que habitam ao nosso redor. Todas carregando junto a si uma pequena lição na tentativa de acrescentar algo de bom aos nossos corações. Me recordo de escrever fábulas em companhia do meu irmão para os meus pais, aparentemente, a escrita esteve mais presente em minha vida que eu fui capaz de notar.

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1 comentários:

Unknown disse...

Lindo! Não lembro de nada melhor no gênero!!
Abraços comovidos, que voltaram a ser criança.

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