Um final feliz ☼
Na infância, a imaginação é uma companheira constante que nos apresenta um mundo que funde inocência e criatividade para nos divertir, transformando paredes comuns em portais mágicos para mundos secretos habitados por criaturas extravagantes, mares de groselha, nuvens de algodão doce e grama mentolada. Possibilitando viver embaixo d´água junto aos peixes, baleias e pinguins ou voar de encontro à lua para lutar ao lado de São Jorge contra um dragão que planeja dominar o mundo. Tamanha imaginação impedi a solidão de se aproximar mantendo-nos sempre acompanhados de bons amigos, companheiros de batalhas, magos e conselheiros do rei, todos invisíveis aos olhos de qualquer indesejável presença adulta. Crianças são quase auto-suficientes, se não fossem interrompidas frequentemente pelo realismo adulto capaz de desmoronar castelos, salgar mares e transformar animais voadores nos céus em simples nuvens. Entretanto, dentro do coração, permancerá aquele mundo de fantasias com monstros e heróis em um conjunto com todos aqueles que amamos e sequer entendemos por quê. Aos poucos, aquela imaginação infantil é focada em assuntos triviais como tarefas escolares, cartas de amor e amizade ou até mesmo na criação de uma nova brincadeira para entreter e chamar atenção dos mais velhos. Nossas experiências podem ser fatais àquela inocência e contos-de-fadas perdem seu encanto com tamanha facilidade, chegam a serem esquecidos pelos narradores e, principalmente, seus ouvintes. O mundo torna-se demasiadamente impuro para manter viva uma estória com final feliz e o famoso "felizes para sempre" já não passa de uma lenda para fazer corações ainda sonhadores lutarem pela sobrevivência em meio a tanta desilusão. Mas, em casos mais frequentes que muitos acreditam, a imaginação ainda é utilizada para driblar a solidão até mesmo em idades mais avançadas e o que era uma fase da vida torna-se uma fuga da realidade na tentativa de evitar sofrimentos. Para estes, quando não é possível encontrar o conto-de-fadas em alguma esquina sombria da vida, eles o criam. Transformam cenários de cores apagadas em verdadeiros pálacios e sapos em princípes santificados pela mão do Criador, acreditam tão fervorosamente na realidade da própria mentira que passam a crer que aquilo tudo é real, de fato. O que me leva a reforçar a idéia de que o ser humano realmente é regido pelas próprias inseguranças, mas de uma maneira opcional.
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2 comentários:
não achei que o texto foi mal escrito, como você acha.
e gostei muito de grama mentolada, HAHAHAHA!!!
abraços =D
Como você sabia que eu diria que o texto foi mal escrito?! o_o
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