terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A décima segunda postagem

Quem sou eu?


Quantas vezes me perguntei quem sou eu em tão pouco tempo de existência? O mais divertido é não ter resposta. Eu poderia me definir com uma resposta simples e qualquer, todavia, é mais complexo do que aparenta ser. Definir-me é impossível, pois, talvez eu seja uma contradição de minhas atitudes e pensamentos ou um acaso do acaso. Sendo que nenhuma das definições me satisfaz. Não satisfaz a dúvida, a lacuna criada pela pergunta.
Ter consciência de minhas qualidades e defeitos não me defini. Talvez eu seja tudo e nada. A mistura perfeita de guerra e calmaria, sonho e desilusão. Sobriedade e embriaguez. Várias coisas poderiam me responder, mas nada parece o suficiente e tudo um pouco demais.
O conformismo é uma tentação, entretanto, o mistério que envolve o meu ser, minha existência, chega a ser tentador. O segredo de tudo pode estar contido na ignorância, até mesmo da felicidade e do amor. Mas, eu quero ir mais além. Eu quero me encarar e saber com quem lido diariamente, mesmo quando desejo me isolar de todos.
Contos de fadas. Pesadelos. Noites em claro. Dias em trevas. Não parecem fazer muito sentido quando não se sabe quem você realmente é. A poesia reprimida é um mistério sem razão de ser. E, então, eu questiono você também. Caso seja possível encontrar uma definição para o que somos, compartilhe. Compartilhe comigo, conosco, consigo. A salvação de tudo pode ser esta. Mas a salvação do quê? De quem? De nós mesmos? Eu não sei. Tanta coisa eu já não sei que me confundo comigo mesmo e me afundo em tamanha ignorância. Ignorância essa que se eterniza na raiz do meu ser. Na essência da minha alma. Mas esconde em seu núcleo o maior segredo da minha vida: quem sou eu.

®
 
origem do texto: "Décima nona postagem - 31 de maio de 2009"/tapesandtorches 
 
 

2 comentários:

Victor Hugo disse...

Isso é um texto de verdade! Tente relembrar quem você é!

Unknown disse...

Nossa... quanto existencialismo embriagante!!! hahahaha

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