Sem transparência
Nebulosa. Não há outra definição para minha mente em virtude da realidade na qual atuo meu novo personagem. Minha mão parece não mais suportar o peso de uma caneta, meus dedos contraem-se e rapidamente tornam-se avermelhados como o fruto do pecado. Tanta neblina me tenta a desistir e me entregar aos braços de um sono sem sonho. Falso descanso que me acalenta a alma desmerecidamente. Turbilhões de pensamentos voam ao meu redor constituindo um caos que não me pertence, mas me almeja com a mentira de um título: "Solução".
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A paz que me possui é graciosa em sua natureza, me remete a tempos em que brincar era apenas uma brincadeira e entre uma cambalhota e outra acabava a rolar-me por um gramado qualquer, regado de sol úmido. Lembrança essa tão doce quanto as contáveis nuvens transparentes, nostálgica por si só, entretanto, portadora da escuridão de um segredo. Um crime contra uma infância, nunca uma mágoa.
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Toda guerra possui seus dois opostos, cobertos de razão ou falsas verdades. Cada um deles a apresentar suas balanças e esperanças. Sempre uma escolha entre duas, resultando em uma mágoa entre outras duas. Justo é viver e não a vida. E, ao término do próximo ciclo do ponteiro que corre, três eventos se ocasionam: uma palavra é refletida, uma direção é seguida e uma nova mágoa a ser mantida.
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1 comentários:
meus dedos contraem-se e rapidamente tornam-se avermelhados como o fruto do pecado
:x carai
Turbilhões de pensamentos voam ao meu redor constituindo um caos que não me pertence, mas me almeja com a mentira de um título: "Solução".
a sua cabeça é uma viagem à parte.
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