quinta-feira, 1 de julho de 2010

A primeira postagem - Recomeço (2° semestre)

As vinte e quatro sombras


As vinte e quatro horas que completam um dia são - para mim - como guardiãs individuais de cada sessenta minutos. Observando cada leve pensar meu, regendo o mínimo movimento. Implacáveis como a vida ou a morte, me jogam como quem joga a uma peça partida de xadrez, irredutível e calculadamente. Dispensando toda e qualquer possibilidade de empate, crescendo o número de impasses e a ansiedade regada da incerteza do que é certo. Sempre postas a apresentar um vencedor dominando o regente perdedor sendo o prêmio nada além de novas linhas em um livro em branco descrito e escrito com lágrimas e sangue.

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São essas guardiãs presas em compactos mecanismos repletos de ponteiros que regem minha existência sem qualquer consentimento da minha parte. Presas à eternidade e condenadas a me sancionar como mais um de seus tantos  escravos, os quais em vão tentam libertá-las ou dominá-las. Guardiãs do meu sono tanto quanto do meu penar. Sem misericórdia hão de me guiar até o momento que nem a vós - e o que dirá a mim - caberá rogar pela continuidade do meu andar. Até lá, que seja o que a mim couber decidir e a vós apresentar.


1 comentários:

neTrop!k@lista disse...

Sempre postas a apresentar um vencedor dominando o regente perdedor sendo o prêmio nada além de novas linhas em um livro em branco descrito e escrito com lágrimas e sangue.
Isto é muito verdadeiro!
pois é... e assim permanecemos escravos do tempo -sem o consentimento deste, como bem citado. é um dos pressupostos condicionais da nossa existência.
infeliz e felizmente.
abs!

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